Apresentação

Tenho a certeza que os zero leitores deste espaço gostariam de me conhecer melhor, por isso vou aproveitar o post de hoje para me apresentar.

Peço desde já desculpa, mas é possível que este post se torne demasiado longo para o vosso gosto.



Nasci no último ano da década de 80.

Sempre vivi no campo, digamos assim. Vivo numa aldeia com menos de 200 habitantes.

Sou um otimista, talvez por vezes irritante.

Sou demasiado tímido. Sou um péssimo conversador, muitas vezes não sei o que dizer. Por outro lado, uma das poucas coisas que odeio é conviver com pessoas caladas como eu.

Sou solteiro desde sempre e assim continuarei até ao fim. Não por opção, mas por inevitabilidade. Tenho a certeza que nunca nenhuma mulher olhou para mim e viu um homem. As mulheres aqui da terra, quer me conheçam há 30 anos ou há 2, continuam a tratar-me como uma criança.

Possivelmente estou numa depressão. Cada vez tenho menos vontade de fazer as coisas que costumo fazer. Só quero fazer coisas que sei que são impossíveis, como deixar de ser solteiro, ou tornar-me agricultor.

No último domingo, num programa na RTP3,  aprendi o que significa ser estoico. (Já agora, @Diana Duarte, eu sei que não estás a ler isto mas gosto muito do teu programa, sempre que posso faço questão de não o perder!) Acho que ao longo da vida me tornei num estoico. Pelo menos espero que sim. Caso contrário, a minha depressão é muito mais profunda do que eu gostaria que fosse.

Já fiz muita merda. Já fui mentiroso compulsivo.

Ao longo da vida tive que aprender a lidar com as minhas falhas. Não sei se é a forma mais saudável. Mas aprendi a aceitar que tenho falhas e desisti de tentar ser perfeito. Provavelmente isto leva-me a deixar de tentar ser cada vez melhor, a eternizar as falhas e os erros. Espero que não.


Tenho mais dúvidas do que certezas.

Tenho uma tendência estranha para fazer o papel de advogado do diabo. De me colocar sempre do lado contrário ao da maioria. Eventualmente haverá uma razão para isto mas eu ainda não sei ao certo qual é.


Não sou um cientista, mas sou uma pessoa da Ciência. Para mim, tudo acontece por uma razão.


Infelizmente sou ateu. Nestas coisas ou se acredita ou não se acredita, não se escolhe acreditar. E eu não acredito.

Se, por alguma razão, fosse obrigado a escolher uma religião, escolheria ser budista.


Gosto de coerência. Tento ser sempre coerente. Mas, como sei que não sou perfeito, sei que nem sempre consigo.


Não acredito no destino. Mas acredito que tudo o que acontece tem uma razão de ser.

Por exemplo, não foi por acaso que, depois de 16 anos sem fazer nada de útil, quase 11 anos sem fazer nada de todo, eu decidi criar ontem este espaço. Eventualmente, foi só porque não tinha nada melhor para fazer. Mas não deixa de existir uma razão.


Não sei se já deu para perceber, mas eu sou daquele tipo de pessoas que se costuma dizer que nunca é convidado para as festas. (Já agora, ainda bem, porque eu não gosto de festas.) Sou demasiado racional. Demasiado pragmático. Demasiado perfecionista. Mas só em certas coisas.

E ainda bem que não sou perfecionista em tudo. Caso contrário, este texto nunca seria publicado. Porque tenho a certeza que vou deixar muita coisa por dizer. 

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